RD Congo
A televisão da República Democrática do Congo cresceu de um único sinal governamental em Kinshasa para um campo onde canais privados cobrem a vida de um país do tamanho de um continente.
Como a televisão chegou ao Congo
O operador estatal descende da Radio Congo Belge, criada pelas autoridades coloniais em 1940 e renascida após a independência como Radiodiffusion Nationale Congolaise. A televisão começou em Kinshasa em novembro de 1966, quando esse serviço juntou a imagem ao som e tomou o nome de Radio-Television nationale congolaise: três horas cada noite no canal 5, ao abrigo de um acordo de cooperação com a França, com um segundo serviço acrescentado em breve em Lubumbashi. Renomeada Tele-Zaire em 1972 e reorganizada como Office Zairois de Radiodiffusion et de Television em 1981, retomou o seu nome atual, RTNC, em 1997. Durante décadas, a imagem estatal foi a única; a liberalização dos anos 1990 abriu o éter aos operadores privados, começando pela Antenne A em 1991, e o regresso da paz nos anos 2000 deixou o campo alastrar - em 2005, só Kinshasa contava cerca de vinte estações locais.
A RTNC e o campo privado
A RTNC continua a ser o único operador público com alcance nacional, cobrindo cerca de 70 por cento do território e emitindo em francês e nas quatro línguas nacionais - lingala, kikongo, suaíli e tshiluba. À sua volta, estações comerciais e eclesiásticas apinham o éter de Kinshasa, Lubumbashi e das cidades provinciais; a maioria tem alcance local, e muitas nasceram de estações de rádio, partilhando com elas pessoal e equipamento. Algumas tornaram-se troféus políticos: em 2000, o Estado confiscou a Canal Kin e a RTKM, devolvendo-as aos seus proprietários no final de 2001.
Notícias e programação geral
A Baraka Television está do lado informativo da oferta congolesa, seguindo os acontecimentos nacionais, enquanto a EVI TV leva entretenimento ao grande público.
Cinema e aprendizagem
A Lollywood HD TV é a prateleira de cinema da oferta, enquanto a RL PRO TV traz programação educativa - um serviço valioso num país onde a televisão frequentemente serve de sala de aula. Numa terra onde a imprensa é escassa fora da capital e a rádio ainda lidera, a televisão permanece uma janela essencialmente urbana - e os canais congoleses aprenderam a aproveitar ao máximo os meios limitados.